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quarta-feira, 13 de março de 2013

Dr. Carlos Alberto participa de reunião do pacto federativo com presidentes da Câmara e Senado, governadores e líderes partidários




O líder do PMN deputado Dr. Carlos Alberto (RJ) participou nesta quarta-feira, 13, da reunião do pacto federativo com presidentes da Câmara dos deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL),  líderes partidários das duas Casas e 23 governadores. Embora a reunião tivesse um caráter político importante, o Dr. Carlos Alberto assinalou que as propostas apresentadas dependem da concordância do Poder Executivo Federal.
Durante as quase duas horas de reunião no Salão Negro do Congresso Nacional, o deputado Dr. Carlos Alberto acompanhou, atenta­mente, desde a abertura do evento, feita pelo presidente Henrique Alves, até o término da cerimônia, cada manifestação dos governadores. Dr. Carlos Alberto lembrou que o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, propôs que o Fórum seja permanente para o Parlamento ouvir as demandas dos chefes do Executivo nos Estados.
Já o governador de Santa Catarina, João Raimundo Colombo, confor­me desta­cou Dr. Carlos Alberto, informou que os quatro temas que seriam apresentados na reunião traduzem o que foi tratado no encontro preparatório, realizado na terça-feira, 12, e que contou com a presença de 16 governadores e 6 secretários de Finanças de vários estados. Neste encontro, foi colocada a possibilidade da rediscussão da dívida dos estados e dos municípios com a União, para a retomada dos investimentos.

Quatro propostas a serem debatidas e votadas



As propostas são a redução do comprometimento de receitas dos estados por conta das dívidas com a União, uma vez que essa dívida chegou a R$ 394,8 bilhões em janeiro de 2013. Nesse caso, os estados comprometem parte do que arrecadam para pagar juros e amortizações - de 11,5% a 15% da renda total. A proposta dos governa­dores é alterar o Projeto de Lei Complementar 238/13 e incluir uma redução de compro­me­timento em 33%. O segundo tema trazido pelos governadores é votar uma proposta de emenda à Constituição (PEC 172/12) que deixe claro no texto o impedimento de que novas despesas sejam criadas sem que novas receitas também constem da proposta.
A terceira sugestão, que ainda não foi concretizada como proposta legislativa, é alterar a fonte dos fundos de participação dos estados e do fundo de participação dos municípios. Hoje, esses fundos têm como origem a arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os governadores pedem que duas contribuições também passem a fazer parte dessa base: a Contribuição sobre Lucro Líquido (CSLL) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). O percentual destinado a cada ente também muda. A ideia é que a União receba em 2013 tanto quanto arrecadou em 2012.
Outro pedido foi desonerar os estados e municípios com o recolhimento pela União de 1% com o Programa de Formação do Patrimônio do Servi­dor Público (Pasep).
A partir de 1988, com a Constituição Federal, os recursos arreca­dados deixaram de ser creditados aos participantes e passaram a compor o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), para custear o pagamento do seguro-desemprego, do abono salarial e para fomentar o setor produtivo, por meio de linhas de crédito especiais do FAT.
De acordo com Dr. Carlos Alberto, o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, saiu em defesa da não unificação do ICMS em 4%; assunto de interesse do empre­sariado. Para Puccinelli, as dívidas são impagáveis, pois, totalizam mais de R$ 2,6 bilhões. Conforme o governador, os estados já pagaram R$ 5,1 bilhões e ainda devem R$ 7,3 bilhões (15% RCL Mais IGPIDI mais 6 ou 7,5%). “Quanto mais pagam mais devem”, recla­mou ele, apontando outros pontos: a redução da dívida em 33% retroativa a 1º de janeiro de 2013; a ampliação da capacidade de endividamento de 16% para 30%; a autorização para que os estados possam contrair empréstimos junto aos bancos privados a juros de 4% ao invés dos atuais 12% mais IGPDI, para pagar as dívidas.
Dr. Carlos Alberto também fez referência à fala do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para quem, nos últimos três anos, os investimentos dos estados superam os da União e dos municípios. Campos fez um apelo para que o Congresso Nacional, nas suas pautas para apreciação, “observem que se alguma obrigação vier para os estados devem vir acompanhadas das competentes receitas para financiá-la”. Foi aplaudido pelos governadores presentes.
Em sequência, Dr. Carlos Alberto salientou as ponderações do governador do Ceará, Cid Gomes, que teceu elogios à presidente Dilma Rousseff, mas, disse que a União deva abrir mão de recursos. Conforme narra Dr. Carlos Alberto, Gomes propôs a inclusão na base arrecadadora do COFINS e CSLL, diminuindo as re­cei­tas dos estados e dos municípios, respectivamente, de 21 para 13% e 23, 5% para 13,5% do IR e do IPI, “para não haver prejuízo para a União, incorporando esses percentuais no COFINS e CSLL já para 2013”. Também fez referência à “explicitação dos tributos federais, da Receita da União, após a Consti­tuição Federal, do IPI e IR de 77% e 23% de Contribuições, respec­tivamente, em comparação ao período de 1989/2010 para IPI e IR de 45,5% e Contribuições de 55% (estas que não beneficiam os municípios)”.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, assinalou o líder do PMN, agradeceu a objetividade dos governadores em suas reivindica­ções e disse que a Câmara se compromete a debater e a votar as propostas apresentadas. Ele confirmou para a próxima quarta-feira (20) uma reunião com todos os prefeitos das capitais para dar continuidade à discussão sobre o pacto federativo. O presidente do Senado, Renan Calheiros, também vai participar.

Benné Mendonça
Assessor de Imprensa – Liderança do PMN