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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A QUESTÃO DA VALIDADE DOS ETILÔMETROS

Estamos trabalhando há 630 dias, ininterruptamente, todas as madrugadas, desde 19 de março de 2010 quando deflagramos a Operação Lei Seca, como uma política pública, inédita na federação brasileira, referência nacional e internacional, período durante o qual, mercê de um trabalho sério e transparente, conseguimos evitar que 5.240 pessoas fossem vitimadas no trânsito; trabalho que é reconhecido pela população do rio de janeiro com 97% de aprovação. É de lamentar-se que uns poucos, de má fé, tentem desacreditar esse trabalho que tem o único objetivo de preservar a vida humana. Esse lamento não deve ser só nosso - dos 180 integrantes da operação lei seca, que em muitas oportunidades, colocam em risco as suas próprias vidas para salvar a de seus semelhantes - mas, acredito também das famílias de bem, que em muitas ocasiões dão os seus depoimentos emocionados, agradecendo-nos por poder dormir nas madrugadas porque, após a operação lei seca, os seus filhos, amigos e entes queridos, após beber, utilizam outros meios de transportes que não os seus próprios, conscientes de que essa política pública não é contra a bebida e sim a favor da vida.

Conforta-nos a certeza de que todos os nossos etilômetros, inclusive os que estão sendo objeto de questionamento, por uma infelicidade técnica da empresa que representa o fabricante no Brasil, que digitou as datas das manutenções, confundindo-as com as das certificações registradas nas fitas de impressão, ESTÃO SIM CERTIFICADOS PELO INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, e, em decorrência, não prejudicaram os condutores de veículos.

Tranquiliza-nos o fato de que tão logo tomamos conhecimento dessa questão técnica, determinamos um novo procedimento similar ao executado nas urnas eletrônicas da eleições com a verificação da "zerézima", quando do início das operações de cada uma das 7 equipes, os etilômetros são testados, para observar-se se os mesmos estão zerados e se as datas de impressão das fitas tem as datas corretas de certificação do inmetro, que deverão ter as assinaturas do oficial policial militar e do coordenador de cada equipe, chancelando-as; que orientamos os nossos agentes que coloquem os certificados de todos os etilômetros usados nas operações em nossas tendas para pronta visualização dos condutores dos veículos.

Satisfaz-nos a consciência do dever cumprido, em estrita consonância com as leis, e a certeza de que estamos salvando vidas.

Carlos alberto lopes
Subsecretário de estado de governo
Coordenador geral da operação lei seca